PROFSOCIO - Cultura Afro-Brasileira e Africana (Programa da Disciplina)

 

(Foto de Pierre Verger)


 

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Programa de Disciplina

(elaborar em conformidade com o Projeto Pedagógico do Curso)

 

 

 

UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO

PROGRAMA DE DISCIPLINA

NOME

COLEGIADO

CÓDIGO

SEMESTRE

ENSINO DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA

 

PROFSOCIO

CSOC0082

2023.1

CARGA HORÁRIA

TEÓR: 45

PRÁT:

HORÁRIOS: SEXTA 15:00-18:00

CURSOS ATENDIDOS

SUB-TURMAS

 

 

 

PROFESSOR (ES) RESPONSÁVEL (EIS)

TITULAÇÃO

Nilton de Almeida Araújo

 

Doutor

EMENTA

O curso pretende discutir o contexto nacional de libertação dos escravizados que influenciou fortemente a cultura nacional, como a consolidação da sociedade moderna para a formação da mentalidade baseada na existência das desigualdades raciais. Nesse sentido, pretende responder algumas questões que influenciam o pensamento referente à cultura afro-brasileira e africana como:

 

O que é raça e racismo? Será que os afro-brasileiros não se adaptaram à sociedade livre e capitalista? Por que não obtiveram sucesso no mercado de trabalho e em outros aspectos na sociedade brasileira? Até que ponto o passado escravista influencia as desigualdades raciais de hoje? Será que a cultura negra é realmente valorizada? Até que ponto a educação influenciou a representação social e a mentalidade sobre a população afrobrasileira?

 

Nesse sentido, a disciplina tratará do seguinte conteúdo: os conceitos de raça e de racismo e a influência da raça no Brasil (eugenia, higiene e branqueamento); a população Afro-Brasileira no contexto de Pós-Abolição (final do século XIX e início do XX); as organizações negras (até meados do século XX); os estudos sobre o negro no Brasil: A contribuição dos estudos da UNESCO e dos intelectuais negros; o “problema” da cor e as desigualdades raciais; a superação do racismo: as questões da redistribuição e do reconhecimento; as políticas de ação afirmativa; e as raízes africanas e a identidade negra no Brasil a partir da estética e do território.

 

OBJETIVOS

 

OBJETIVO GERAL:

Problematizar panoramicamente perspectivas para o ensino de cultura e história afro-brasileira e africana a partir de mudanças e permanências nos planos social, econômico, político e cultural, relacionando as abordagens sociológicas e historiográficas clássicas e contemporâneas em interface com produções intelectuais, artísticas e culturais Afro-Brasileiras, Africanas e na Diáspora Negra.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

- Periodizar, definir e problematizar temas e conceitos referentes à História da África nos séculos XIX e XX.

- Identificar similaridades e especificidades econômicas, culturais e políticas entre África e Brasil;

- Problematizar equívocos e lacunas do conhecimento do senso comum e do senso comum acadêmico sobre a África e os africanos.

 

METODOLOGIA (recursos, materiais e procedimentos)

 

A disciplina será desenvolvida com:

- aulas dialógico-expositivas;

- leitura de textos em aula (fontes primárias, obras clássicas e produção contemporânea);

- atividades escritas individuais e em grupo (prova, resenha, resumos etc.);

- seminários (Oficinas da História);

- debates em grupo;

- estudo dirigido.

 

FORMAS DE AVALIAÇÃO

A avaliação será realizada mediante atividades escritas individuais, atividade escrita em grupo e seminário em grupo, além da participação nas aulas.

Além disso, estão previstas avaliações feitas individualmente pelos estudantes da disciplina e na disciplina, ou seja: a) avaliação do docente; e b) autoavaliação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CONTEÚDOS DIDÁTICOS

DATA (Dia/Mês)

TEMAS ABORDADOS/ ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

DOCENTE

CARGA/HORARIA

síncrona

assíncrona

24/3

Panorama da Disciplina

NILTON DE

ALMEIDA

3

 

31/3

I Unidade

  1. documentários da BBC “Reinos da África”

Extra: 

  1. Cada um na sua casa” (Filme)

 .

3

 

14/4

  1. As raízes africanas e a identidade negra no Brasil

REIS, João José (2003/1986 ou 2012)

 

3

 

28/4

  1. As raízes africanas e a identidade negra no Brasil

MUNANGA, Kabengele (2015).

 

 

3

 

5/5

  1. A população Afro-Brasileira no contexto de Pós-Abolição (final do século XIX e início do XX)

CUNHA, Sílvio Humberto dos Passos (2000).

 

3

 

12/5

  1. As organizações negras (até meados do século XX) DOMINGUES, Petrônio (2006).

3

 

19/5

II Unidade

  1. Os conceitos de raça e de racismo e a influência da raça no Brasil (eugenia, higiene e branqueamento)

NASCIMENTO, Abdias (2018/1978).

 

3

26/5


  1. Os estudos de intelectuais negras sobre o Brasil

 GONZALEZ, Lelia (1980);

RIBEIRO, Djamila (2019);

RIBEIRO, Katiuscia (2017).).

3

 

2/6

  1. Os estudos de intelectuais negras sobre o Brasil

GONZALEZ, Lelia (1980);

RIBEIRO, Djamila (2019);

RIBEIRO, Katiuscia (2017).

 

 

3

9/6

  1. Os estudos dos intelectuais negros sobre o Brasil: Clóvis Moura

MOURA, Clóvis. “Características Gerais” e “O Quilombo dos Palmares” (1988).

3

 

16/6

  1. Os estudos sobre o negro no Brasil

FREYRE, Gilberto (1994/1933).

 

 

3

7/7

  1. A contribuição dos estudos da UNESCO e dos intelectuais negros

FERNANDES, Florestan (1972).

 

 

3

14/7

III Unidade

  1. O “problema” da cor e as desigualdades raciais; a superação do racismo

GUIMARÃES, Antonio (2003).

3

 

21/7

  1. As questões da redistribuição e do reconhecimento; As políticas de Ações Afirmativas

VAZ, Lívia Maria (2018).

3

 

28/7

 

 

3


 

3

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

 


CUNHA, Sílvio Humberto dos Passos. “Resolve-me ou eu te devoro! Uma discussão sobre a falta de braços no Recôncavo Baiano” em BAHIA ANÁLISE & DADOS. Salvador - BA. SEI, v.10, n.1, págs. 21-34, Jul., 2000.

DOMINGUES, Petrônio. “Os descendentes de africanos vão à luta em Terra Brasilis. Frente Negra brasileira (1931-1937) e Teatro Experimental do Negro” (1944-1968)”. Projeto História, São Paulo, n.33, págs. 131-158, dez. 2006.

FERNANDES, Florestan. “Introdução” e “Capítulo 1” em O negro no mundo dos brancos. São Paulo: DIFEL, 1972, págs. 07-44.

FREYRE, Gilberto. “O escravo negro na vida sexual e de família do brasileiro” em Casa grande e senzala. Rio de Janeiro: Record, 1994, págs. 366-497.

GONZALES, Lelia. “Racismo e sexismo na cultura brasileira”. Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, 1984, p. 223-244. Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, 1984, págs. 223-244.

GUIMARÃES, Antonio Sérgio Alfredo. “Como trabalhar com "raça" em sociologia”.

Educação e Pesquisa, São Paulo, v.29, n.1, p. 93-107, jan./jun. 2003.


MOURA, Clóvis. “Características Gerais” e “O Quilombo dos Palmares” Rebeliões da senzala, 4º Edição, Porto Alegre, Editora Mercado Aberto. 1988, págs. 21-53 e 183-196.

MUNANGA, Kabengele. Por que ensinar a história da África e do negro no Brasil de hoje? Rev. Inst. Estud. Bras. [online]. 2015, n.62, págs. 20-31. ISSN 2316-901X. Disponível em https://www.scielo.br/pdf/rieb/n62/2316-901X-rieb-62-00020.pdf

NASCIMENTO, Abdias. O Genocídio do Negro Brasileiro. São Paulo: editora Paz e Terra, 1978, págs. 88-128 (ou Perspectiva, 2017).

REIS, João José. PARTE I – SOCIEDADE, ECONOMIA, REBELIÕES E OS MALÊS em Rebelião escrava no Brasil: a história do levante dos malês em 1835. São Paulo: Cia das Letras, 2003 ou 1986 (texto alternativo - 2: "Bahia de todas as Áfricas" (2007, RHBN).

RIBEIRO, Djamila. Lugar de fala. São Paulo: Sueli Carneiro; Pólen, 2019.

RIBEIRO, Katiúscia. “Elementos para um Programa de Filosofia” em Kemet, escolas e arcádeas: a importância da filosofia africana no combate ao racismo epistêmico e a lei 10.639/03. Dissertação (Mestrado em Filosofia e Ensino) – Programa de pós-graduação em Filosofia e Ensino, CEFET, Rio de Janeiro, 2017, págs. 65-85. Disponível em https://filosofia-africana.weebly.com/uploads/1/3/2/1/13213792/kati%C3%BAscia_ribeiro_-_dissertac%CC%A7a%CC%83o_final.pdf

Acesso em 21/10/2020, 14h45.

VAZ, Lívia Maria Santana e Sant'Anna. “As comissões de verificação e o direito à (dever de) proteção contra a falsidade de autodeclarações raciais” em  Dias, Gleidson Renato Martins, TAVARES JR, Paulo Roberto Faber. Heteroidentificação e cotas raciais: dúvidas, metodologias e procedimentos Canoas: IFRS campus Canoas, 2018, págs. 32-78. Disponível em

https://www.geledes.org.br/wp-content/uploads/2019/03/Heteroidentificacao_livro_ed1-2018.pdf

Acesso em 21/10/2020, 14h41.


BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

EVARISTO, Conceição. “Entrevista com Conceição Evaristo”. Disponível em https://www.bn.gov.br/acontece/noticias/2015/11/entrevista-com-conceicao-evaristo

Acesso em 21/10/2020, 14h40.

HASENBALG, Carlos; SILVA, Nelson do Valle. (Eds.). Cor e estratificação social. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, 1999.

MOURA, Clóvis. Sociologia do negro brasileiro, São Paulo, Editora Ática, 1988.


RIBEIRO, Djamila. “Feminismo Negro para um novo marco civilizatório”. SUR 24 - v.13 n.24 • 99 – 104, 2016.


 

 

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       DATA                   ASSINATURA DO PROFESSOR          APROV. NO COLEGIADO               COORD. DO COLEGIADO

 

Caixa de texto: Carimbo do DRCA:

 
Emitido pelo DRCA em ____/____/______

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